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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Site da propaganda e das inaugurações

Se quiser conhecer com algum pormenor as escolas que foram intervencionadas e inauguradas por dezenas de governantes  (ministros e secretários de estado) durante o fim-de-semana, em campanha eleitoral igual à de 2009 quando visitaram as obras das mesmas escolas , espreite aqui. É uma nova página do Ministério da Educação só dedicada às escolas agora inauguradas.

Portal do Bullying recebe 43 mil visitas num ano

"O nosso site é visitado por adolescentes, adultos, alunos, pais, professores e comunidade em geral", disse à agência Lusa a psicóloga que dirige o portal, Tânia Paias.
O Portal do Bullying, criado há um ano, recebeu um total de 43.125 visitas e a equipa de psicólogos que trabalha nesta plataforma deu cerca de 700 respostas às várias situações apresentadas.
O portal teve 659.403 visualizações de páginas e recebeu centenas de pedidos por correio eletrónico.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Avaliação gera confusão nas escolas

Docentes mantêm críticas a modelo que consideram 'não é transparente ' 

Sistema de avaliação de professores 'pouco transparente', motiva queixas e críticas por parte de docentes e responsáveis diretivos. 
No dia em que alunos, pais e encarregados de educação protestaram contra os cortes anunciados pelo Governo no ensino particular e cooperativo, o sistema de avaliação dos professores volta a estar em cima da mesa. 
Os docentes mantêm as preocupações e as críticas acerca do modelo adotado pelo Ministério da Educação e as queixas surgem não só pela boca dos professores como também por parte dos conselhos pedagógicos de muitos estabelecimentos de ensino. A forma como será feita a avaliação dos docentes, tendo em conta as orientações da tutela, tem gerado confusão e motivado críticas. 
Entre as queixas está o facto de o 'atual modelo de avaliação de desempenho docente não garantir a imparcialidade já que avaliadores e avaliados sem concorrentes na mesma carreira profissional'.
As escolas acrescentam que 'a circunstância de avaliação a ser realizada entre pares contribuirá para a deterioração da colaboração entre docentes e para a degradação do clima de trabalho na escola', Entre as críticas está também o facto de os professores entenderem que o 'modelo não é transparente', uma vez que 'após a conclusão do processo de avaliação apenas são divulgados na escola os resultados globais da avaliação por menção qualitativa, mediante informação não nominativa'.
Assim, os docentes concordam e concluem que este modelo de avaliação 'implicará consequências graves para a qualidade do ensino', e esperam que o Ministério da Educação altere o procedimento.

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL DOS SINDICATOS DA PLATAFORMA

M.E. REAFIRMA QUE QUER PÔR MAIS DE 30.000 PROFESSORES NA RUA SEM NEGOCIAR

Os Sindicatos de Professores receberam do ME a informação de que não decorrerá qualquer processo negocial do despacho que contém as orientações para a organização do próximo ano escolar. No mesmo ofício foram informados de que o projecto de decreto-lei que prevê alterações curriculares já foi aprovado em conselho de ministros, pelo que também não haverá processo de negocial ou, sequer, de participação.

Quer isto dizer que o Ministério da Educação não pretende negociar a eliminação do par pedagógico na EVT, o fim da área projecto e o fim, na prática, do estudo acompanhado, porque o governo já aprovou essas medidas. Isto, apesar dos pareceres negativos de todas as entidades que se pronunciaram: Sindicatos de Professores, CNE, Conselho das Escolas, Assembleia da República… quer isto dizer que o governo já sentenciou o desemprego para cerca de 12.000 docentes, em Setembro, faltando apenas saber quem são.

Da mesma forma, o ME pretende impor sem negociação, apesar de ser obrigatória dada a matéria em questão (horários de trabalho), as normas de organização do próximo ano escolar que, como tem sido denunciado, para além de, na prática, acabar com o Desporto Escolar, transfere o desempenho de quase todos os cargos exercidos pelos docentes para a componente não lectiva de estabelecimento e retira a estes as horas de crédito global com que contavam para se organizarem e desenvolverem projectos educativos, muitos deles fundamentais no combate ao abandono escolar e na promoção do sucesso. A concretizarem-se estas novas regras, mais de 10.000 horários serão eliminados.

Se às consequências daquelas medidas se acrescentar o impacto da constituição de um elevado número de novos mega-agrupamentos, como está na intenção do ME, ultrapassam-se largamente os 30.000 horários a eliminar e outros postos de trabalho a encerrar. Isto com prejuízo para os docentes, para as escolas e a sua organização e funcionamento, para a qualidade do ensino…

As organizações abaixo subscritoras não pactuam com esta ausência de negociação e com esta política de destruição da Escola Pública, pelo que irão lutar – institucionalmente, juridicamente e no plano reivindicativo – para contrariarem as péssimas intenções do governo para a Educação, as medidas que o ME está a levar por diante e as suas consequências no plano da Educação, mas também no plano social.
Lisboa, 26 de Janeiro de 2011
As organizações subscritoras
FENPROF, SEPLIU, SPLEU, SINDEP/FENEI, ASPL, PRÓ-ORDEM, SINAP, SIPPEB, SIPE

Cavaco promulgou diploma que extingue Área de Projecto

A versão final do decreto-lei que extingue a Área de Projecto e consagra outras alterações curriculares no ensino básico contempla algumas das recomendações feitas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que se pronunciou contra aquele diploma, garantiu ao PÚBLICO o Ministério da Educação. Cavaco já o promulgou.
O diploma foi aprovado na reunião do Conselho de Ministros de 25 de Novembro. As recomendações do CNE foram aprovadas algumas semanas depois, a 14 de Dezembro. O decreto-lei já foi promulgado pelo Presidente da República, confirmou ao PÚBLICO o assessor de imprensa de Belém.
No comunicado do Conselho de Ministros de 25 de Novembro informa-se que este procedeu à aprovação final do diploma que "elimina a Área de Projecto e o Estudo Acompanhado do elenco das áreas curriculares não- disciplinares, procedendo à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro". Estas medidas entram em vigor no próximo ano.
Último ponto do comunicado do Conselho de Ministros de 25 de Novembro
II. O Conselho de Ministros procedeu à aprovação final do seguinte diploma, já anteriormente aprovados na generalidade:
Decreto-Lei que permite a organização dos tempos lectivos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico em períodos de 45 ou 90 minutos e elimina a área de projecto e o estudo acompanhado do elenco das áreas curriculares não disciplinares, procedendo à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cortes só no sector público são ilegais

Catedrático de Direito fez parecer para magistrados em que diz que medidas do OE são ilegais porque não incluem sector privado.
Ou todos contribuem para o défice ou o esforço exigido apenas aos funcionários da administração pública é inconstitucional por violação dos princípios da igualdade e da justiça. Esta é, em síntese, a posição de Paulo Otero, professor catedrático na Faculdade de Direito de Lisboa, que elaborou um parecer para o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP). No documento, que foi anexado aos processos avançados pelo SMMP para contestar os cortes salariais, e a que o DN teve acesso, o professor considera que não podem ser apenas e só os funcionários públicos a fazer sacrifícios.
Paulo Otero, professor na mesma faculdade que Jorge Miranda - que fez um parecer para o Governo defendendo a constitucionalidade dos cortes salariais -, até entende que em casos de necessidade, o Estado possa cortar os salários e avançar com medidas de sacrifício. Porém, tal deve ser estendido a todos os trabalhadores, públicos e privados: "A uns é exigido um sacrifício que, em condições de igualdade remuneratória mensal, a outros não é exigido, sem que essa diferenciação de tratamento tenha qualquer justificação aceitável, sabendo-se ainda, por outro lado, que o benefício da redução do défice orçamental a todos vai aproveitar."

Convite ao corte nos postos de trabalho e ao desemprego

O governo vai diminuir as indemnizações em caso de despedimento. O despedimento fácil e barato só serve como pressão para diminuir salários. Não ajuda a sair da crise.

Hoje o trabalhador têm direito a 30 dias de indemnização por cada ano de casa (mais diuturnidades) em caso de despedimento. Mas o governo quer reduzir o cálculo para 20 dias, acrescido de diuturnidades. E quer que o máximo que o trabalhador receba seja 12 vezes a sua retribuição-base acrescida de diuturnidades. Mas as regras também vão mudar nos contratos a termo. Um contrato de cinco meses dá direito a compensação igual a 15 dias de trabalho. Com as novas regras, dará direito apenas a 8,3 dias.
O argumento: as regras são assim em Espanha. O esquecimento: o salário real em Espanha é muito superior ao português. Dá mais poder de compra ao trabalhador. Ou seja, as mesmas regras dão para sobreviver mais tempo ou refazer uma vida. Os empregadores têm de se decidir: ou querem as vantagens de Espanha e pagam por isso ou estão a fazer batota.
Mas a pergunta mais importante é esta: num momento em que o desemprego dispara, para que servem estas mudanças na lei? Em vez de tentar conter o desemprego a ministra que já foi sindicalista (como consegue viver nesta esquizofrenia?) convida os empregadores a, antes de mais, cortar nos postos de trabalho.
Estas regras apenas se aplicarão a novos contratos. Dirão que sendo mais fácil despedir será mais fácil criar emprego. Uma tripla mentira. Primeiro, porque a falta de emprego não resulta da dificuldade em despedir, mas da crise económica. Segundo, porque grande parte do emprego que agora se cria está fora de quase todas as regras. O falso recibo verde é a lei em vigor. E assim continuará a ser enquanto o Estado não cumprir a sua função fiscalizadora. Terceiro, porque nenhum dado concreto aponta neste sentido. Na verdade, a flexibilização das leis laborais a que temos assistido em Portugal e na Europa não se tem traduzido na diminuição do desemprego. Pelo contrário. Seria altura de quem defende esta tese explicar porque raio não bate ela certo com a realidade dos números.
Na verdade, o despedimento barato e fácil tem apenas uma função: reduzir a capacidade negocial dos trabalhadores e, com isso, reduzir os salários e os custos do trabalho. E esta não é a resposta que precisamos para a nossa falta de produtividade e dificuldade em exportar. Pelo contrário, ela agrava a desigualdade - a nossa maior doença económica e social -, e reduz o valor do que produzimos. A aposta em salários baixos, que o despedimento simplex promove, afasta-nos dos países mais desenvolvidos sem nos chegar a tornar conpetitivos face a países com trabalho semi-escravo. Deixa-nos em terra de ninguém, demasiado atrasados para competirmos em qualidade com a Europa, demasiado caros para competirmos no preço com a China. É um erro. Um erro que patrões sem visão aplaudem e governos sem estratégia aplicam.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Concursos Pessoal Docente 2011/2012: Região Autónoma dos Açores

Calendarização 2011-2012
Para o ano escolar de 2011/2012, apenas irão decorrer os procedimentos concursais de afectação por prioridade e oferta de emprego.

Opinião - João Ruivo

Ser professor é a mais nobre dádiva à humanidade e o maior contributo para o progresso dos povos e das nações. E, como ninguém nasce professor, é necessário aprender-se a ser. Leva muitos anos de estudo, trabalho, sacrifício, altruísmo e até dor. 
Um professor tem que aprender o que ensina, o modo de ensinar e tudo (mesmo tudo) sobre os alunos que vão ser sujeitos à sua actividade profissional. Mas não se iludam: depois de tudo isso um professor nunca está formado. Tem que aprender sempre. Um professor carrega para toda a vida o fardo de ter que ser aluno de si próprio. De se cuidar, de estar sempre atento, ter os pés bem postos no presente e os olhos bem focados no futuro. 
Ser professor obriga a não ter geração. Professor tem que saber lidar com todas elas, as que o acompanham durante quatro décadas de carreira. É pai, mãe e espírito santo. E, para o Estado, ainda é um funcionário que, zelosamente, se obriga a cumprir todas as regras da coisa pública. 
Por tudo isso, professor é obra permanentemente inacabada. É contentor onde cabe sempre mais alguma coisa. O professor é um intelectual, mas também é um artesão; é um teórico, mas que tem que viver na e com a prática; é um sábio, mas que tem de aprender todos os dias; é um cientista que tem que traduzir a sua experimentação para mil linguagens; é um aprendente que ensina; é um fazedor dos seres e do saberes; mas é também um homem, ou uma mulher, como todos nós, frágil, expectante e sujeito às mais vulgares vulnerabilidades.
O professor contenta-se com pouco: alimenta a sua auto-estima com o sucesso dos outros (os que ensina), e tanto basta para que isso se revele como a fórmula mágica que traduz a medida certa da sua satisfação pessoal e profissional. Por isso é altruísta e, face ao poder, muitas vezes ingénuo e péssimo negociador.
O professor vive quase todo o tempo da sua carreira em estádios profissionais de enorme maturidade e de mestria. São estádios em que a maioria dos docentes se sentem profissionalmente muito seguros, em que trabalham com entusiasmo, com serenidade e com maturidade, e em que, num grande esforço de investimento pessoal, se auto conduzem ao impulsionar da renovação da escola e à diversificação das suas práticas lectivas. 
Infelizmente, de onde devia partir o apoio, o incentivo e o reconhecimento social, temos visto aplicar medidas políticas, e expressar pensamentos, através de palavras e de obras, que menorizam os professores, que os denigrem junto da opinião pública, no que constitui o maior ataque à escola e aos professores perpetrado nas últimas três décadas do Portugal democrático.
Um ataque teimoso, persistente, vitimador e injustificado que tem levado o grande corpo da classe docente a fases profissionais negativas, de desânimo, de desencanto, de desinvestimento, de contestação, de estagnação, e de conformismo, o que pressagia a mais duradoira e a mais grave conjuntura profissional de erosão, mal-estar e de desprofissionalização
Se não for possível colocar um fim rápido a estas políticas de agressão profissional, oxalá uma década seja suficiente para repor toda uma classe nos trilhos do envolvimento, do empenhamento e do ânimo, que pressagiem o regresso ao bem estar e à busca do desenvolvimento pessoal. 
Importante, agora, será a persistência na ilusão. Os professores são uma classe única e insubstituível. A sociedade já não sabe, nem pode, viver sem eles. O Estado democrático soçobraria sem a escola. O novo milénio atribui aos professores funções e competências indispensáveis ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O futuro tem que ser construído com os professores e as suas organizações. Nunca contra, ou apesar deles.
Ser professor é, portanto, tudo isto e muito mais. É uma bênção, é um forte orgulho e uma honra incomensurável. Quem é professor ama o que faz e não quer ser outra coisa. Mesmo se, conjuntural e extemporaneamente, diz o contrário. Fá-lo por raiva e revolta contra os poderes que, infamemente, o distraem da sua missão principal e, injustamente, o tentam julgar na praça pública, com cobardia e sempre com grave falta ao rigor e à verdade.
Como diria a minha colega Alen, ao longo da história mais recente a sociedade já precisou que os professores fossem heróis para que assegurassem o ensino nos momentos mais difíceis e nas condições mais adversas; já necessitou que fossem apóstolos para que aceitassem ganhar pouco; que fossem santos para que nunca faltassem, mesmo quando doentes; que se revelassem sensíveis, para que garantissem as funções assistenciais e se substituíssem à família e ao Estado; e que, simultaneamente, se mantivessem abertos e flexíveis para aceitarem todas as novas políticas e novas propostas governamentais. Mesmos as mais ilógicas e infundadas.
Porém, agora é bom que os mantenhamos lúcidos, para que possam ultrapassar com sucesso este injusto desafio a que, ultimamente, têm vindo a ser sujeitos.
João Ruivo

Professores inundam hoje escolas com impugnações dos cortes salariais

Milhares de professores deverão hoje entupir as secretarias das escolas com pedidos de impugnação das reduções salariais, processos que deverão depois seguir para os tribunais após o previsto indeferimento por parte do Ministério da Educação.

No âmbito das medidas de contenção orçamental e combate ao défice, o Governo aprovou reduções salariais para todos os trabalhadores da administração pública com ordenados superiores a 1.500 euros, variando os cortes entre os 3,5 e os 10 por cento.
Estimando que «perto de 115 mil professores» vão ser afectados com aqueles cortes, aplicados na administração pública aos trabalhadores com vencimentos acima dos 1.500 euros. 
«Quando houver um despacho de indeferimento da reclamação, os professores individualmente ou colectivamente, por escola e representados pelo sindicato, poderão avançar para os tribunais para contestar esse mesmo despacho»
Notícia SOL

Resolução Conselho Ministros sobre a aplicação do Acordo Ortográfico

Determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011-2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República.
...
 Determinar que, a partir de 1 de Janeiro de 2012,  a publicação do Diário da República se realiza conforme o Acordo Ortográfico.
3 — Determinar que o Acordo Ortográfico é aplicável ao sistema educativo no ano lectivo de 2011 -2012, bem  como aos respectivos manuais escolares a adoptar para esse ano lectivo e seguintes, cabendo ao membro do Governo  responsável pela área da educação definir um calendário e programa específicos de implementação, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
4 — Manter a vigência dos manuais escolares já adoptados até que sejam objecto de reimpressão ou cesse o respectivo período de adopção, previsto no artigo 4.º da Lei n.º 47/2006, de 28 de Agosto, e no artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 261/2007, de 17 de Julho.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Escolas de ensino particular fecham portas por três dias

As 93 escolas com contrato de associação vão fechar portas entre os dias 26, 27 e 28 e estão a preparar o "funeral" do ensino particular e cooperativo à porta do Ministério da Educação.
O porta-voz do "SOS Movimento Educação", Luís Marinho, disse na passada sexta-feira à agência Lusa que "há ainda algumas escolas que estão em fase de consulta aos encarregados de educação", assegurando, contudo, que "todas estão alinhadas neste protesto" contra o corte do financiamento aos estabelecimentos com contrato de associação.
"Há algumas escolas que fecham um dia, outras dois e outros os três dias, mas daquilo que vou sabendo são poucas as que encerram num único dia", afirmou Luís Marinho, também membro da Direcção do Externato de Penafirme, em Torres Vedras, adiantando que para esses dias estão previstas várias iniciativas.
A realização de cordões humanos, envolvendo pais e alunos, com a palavra SOS é uma das acções programadas para este protesto, que vai ser avaliado ao final de cada dia.
"Se vierem sinais positivos por parte da tutela, o protesto pode ser suspenso", admitiu o responsável, explicando que o objectivo da contestação é que "quem causou este problema, que foi o Ministério da Educação, o resolva".
Luís Marinho disse ainda ser "possível acontecer" o "funeral" do ensino particular e cooperativo à porta do Ministério da Educação.
Educare

Leituras: Formação de Professores

"A crise na educação escolar fez surgir um discurso pedagógico moral e político que impõe um conjunto de obrigações ao professor da escola de massas -«Hoje em dia todo o professor deve ser...». É o que denominaremos o «discurso normativo do superprofessor»."

"o discurso normativo do superprofessor é falacioso. Ele transforma as diversas funções que a sociedade comete à escola de massas em papeis do professor. Essa transposição linear de obrigações morais, de obrigações colectivas em obrigações individuais representa um salto (i)lógico."

"... reafirmaremos que o erro básico do discurso do superprofessor é transformar linearmente as funções cometidas à escola de massa em papéis do professor. É que, na essência, o discurso do super-professor é um discurso que, por ser utópico e normativo, transforma as funções sociais colectivas da escola em obrigações morais individuais do professor. Na verdade, o que há que fazer é promover a escola, enquanto entidade organizacional, a sujeito dessas obrigações sociais e morais. A escola e não o professor. A escola só pode desempenhar funções tão dispares através da especialização de tarefas, ou seja, através da consagração organizacional da diferenciação docente."

Abstenção... ou talvez não!

A trapalhada das alterações de local de voto e de mudança do número de eleitor nesta eleição sem antecipada comunicação aos eleitores, a propósito da substituição do Bilhete de Identidade pelo Cartão do Cidadão e da única e total responsabilidade do Governo.
 Este Governo não promoveu, como devia, ou porque não quis, uma campanha maciça de esclarecimento dos eleitores, avisando antecipadamente os que trocaram o bilhete de identidade por Cartão do Cidadão, directamente (por carta como o fez em anteriores eleições) e através dos meios de comunicação sobre a alteração do número de eleitor, dos locais de voto para o local de residência e de mudança de secção de voto para os que continuaram a residir na mesma freguesia. 
São algumas centenas de cidadãos que sofreram esta mudança do número de eleitor e de local de voto, sem que tivessem sido disso informados directamente, por carta, e pelos meios de comunicação social e aos quais foi retirado o antigo, mas eficaz, cartão de eleitor.

"Em 2009 havia um milhão de pessoas com Cartão do Cidadão e todas receberam cartas a informar o número de eleitor. Agora, há cinco milhões com Cartão do Cidadão e no actual contexto de contenção seria complicado enviar cartas para todos, custaria 1,5 milhões de euros a 30 cêntimos a carta", afirmou, considerando que os eleitores também foram responsáveis porque não se informaram a tempo.
Notícia Correio da Manhã

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Leituras

"O tempo da educação e das políticas educativas não se compadece com este ambiente de (i)mediatismo. O sistema é demasiado complexo para que se adoptem medidas avulsas em catadupa para responder às agendas mediáticas e os problemas inscrevem-se numa dimensão estrutural que não se compadece com paliativos ou acções de cosmética."

"Não chega elaborar e aprovar diplomas legislativos. Essa é a parte mais fácil dos processos de mudança, especialmente os que são impostos ao sistema de ensino. O mais difícil é aplicar esses normativos, fazê-los cumprir de forma eficiente, mobilizar os diferentes agentes para que produzam os efeitos desejados e  respondam aos problemas previamente identificados."
(Difícil é Educá-los: 2010)

Governo recorre a estratagema para ocultar o roubo do salário

A forma como o Governo impôs a redução dos salários aos professores é, no mínimo, original. De acordo com os recibos de vencimento que já começaram a ser enviados aos professores, o vencimento-base é o mesmo do mês de Dezembro de 2010.
Contudo, ao verificarem-se os valores dos descontos, tanto para efeitos sociais, como fiscais, confirma-se que estes incidiram sobre uma base diferente da que é dada como o salário ilíquido. O segredo desvenda-se em baixo, quando surge a referência a uma alegada “taxa de redução remuneratória”. Portanto, esta redução salarial deve-se à aplicação de uma taxa de valor variável que é calculada da seguinte forma:
entre 1.500 e 2.000 euros: 3,5%
acima de 2.000 euros: 3,5% sobre os 2.000 e 16% sobre o restante montante.
Com esta forma de reduzir o salário, o Governo poderá continuar a afirmar internacionalmente que os professores portugueses beneficiam de um vencimento que de facto não têm.

Hoje na SIC o fiscalista Tiago Calado Ribeiro acusou o Governo de ter criado, de forma deliberada, uma confusão nos cortes salariais de modo a que os funcionários públicos não percebam qual o montante exacto do corte salarial. Os recibos não são claros quanto ao valor do corte nem ao valor do vencimento real.
Segundo o fiscalista, o Governo devia enviar um recibo com o salário base que os funcionários vão receber efectivamente e com indicação exacta dos euros a menos.
Isto está a ser feito com grande amadorismo, afirmou o fiscalista.

Manifesto dos Professores de EVT

Aprovado pelos Professores presentes no Encontro Nacional da APEVT, em 15 de Janeiro de 2011, em Aveiro.

A bem do interesse (público) do governo

O Governo está para já a ganhar aos sindicatos na batalha contra os cortes salariais na Função Pública. Das 14 providências cautelares interpostas, dez foram indeferidas.
No dia em que os funcionários públicos vão receber os salários mais magros, o Ministério das Finanças esclareceu a TSF sobre as providências cautelares que foram interpostas, um pouco por todo o país, sendo que para já a maioria dos juízes entendeu não dar razão aos sindicatos.
O corte dos salários não foi suspenso. Em dez das 14 providências cautelares contra o Ministério das Finanças, em conjunto com outras entidades, os tribunais decidiram não impedir a redução dos salários dos funcionários públicos.
Notícia TSF

Ministério pressiona escolas para recorrerem a mais fundos da UE

O Ministério da Educação está a pedir às escolas com mais problemas de abandono e insucesso escolar que reformulem os projectos que têm apoio dos fundos comunitários e que incluam despesas que até agora não eram contempladas. O Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que gere esses fundos, informa que está para aprovação um novo regulamento que integra "um leque mais abrangente de actividades". Para já, as escolas têm receio de quebrar alguma norma europeia e serem responsabilizadas por isso. O prazo para alterar os projectos termina hoje. 
Existem 105 escolas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) que podem reformular os projectos entregues em Maio passado. Nos últimos dias, as direcções regionais de Educação (DRE) têm reunido com as escolas, dando orientações para que incluam projectos ou propostas que até agora não estavam contempladas pelos apoios comunitários. "Os directores são chamados para proceder a um alargamento da candidatura de modo a contemplar todos os recursos da escola, todos os professores efectivos e os contratados", explica um coordenador de uma escola TEIP no Norte, que não quer ser identificado.
"Estão a pedir-nos para mentir", confessa, preocupada, a directora de uma escola da região de Lisboa e Vale do Tejo, que já pediu à DRE para fazer o pedido por escrito, já que todas as instruções têm sido orais. "Se tiver um documento da DRE, a responsabilidade é de quem me pediu para "inventar coisas" e não minha", diz.
Notícia Jornal Público

Opiniões - Santana Castilho

“Que patifes, as pessoas honestas” é uma citação atribuída ao escritor francês Émile Zola, que me revisita sempre que vejo os políticos justificarem com o manto diáfano da legalidade comportamentos que a ética e a moral rejeitam. E é ainda Zola que volta quando a incoerência desperta o meu desejo de falar, para não ser tomado por cúmplice.
Foi duplamente incoerente o apelo ao respeito e à valorização dos professores que Cavaco Silva fez há dias em Paredes de Coura. Incoerente quando confrontado com o passado recente e incoerente face ao que tem acontecido no decurso da própria campanha eleitoral. Em 2008 e 2009, os professores foram continuamente vexados sem que o Presidente da República usasse a decantada magistratura de influência para temperar o destempero. E foi directa e repetidas vezes solicitado a fazê-lo. Por omissão e acção suportou e promoveu políticas que desvalorizaram e desrespeitaram como nunca os professores e promulgou sem titubear legislação injusta e perniciosa para a educação dos jovens portugueses. Alguma ridícula e imprópria de um país civilizado, como aqui denunciei em artigo de 11.9.06. Já em plena campanha, Cavaco Silva disse num dia que jamais o viram ou veriam intrometer-se no que só ao Governo competia para, dias volvidos, aí intervir, com uma contundência surpreendente, a propósito dos cortes impostos ao ensino privado. Mas voltou a esconder-se atrás do silêncio conivente, agora que é a escola pública o alvo de acometidas sem critério e os professores voltam a ser tratados, aos milhares, como simples trastes descartáveis.
Imaginemos que o modelo surreal para avaliar professores se estendia a outras profissões da esfera pública. Que diria Cavaco Silva? Teríamos, por exemplo, juízes relatores a assistirem a três julgamentos por ano de juízes não relatores, com verificação de todos os passos processuais conducentes à sentença e análise detalhada do acórdão que a suportou. Teríamos médicos relatores a assistirem a três consultas por ano dos médicos de família não relatores; a verificarem todos os diagnósticos, todas as estratégias terapêuticas e todas as prescrições feitas a todos os doentes. Imaginemos que os juízes teriam que estabelecer, ano após ano, objectivos, tipo: número de arguidos a julgar, percentagem a condenar e contingente a inocentar. O mesmo para os médicos: doentes a ver, a declarar não doentes, a tratar directamente ou a enviar para outras especialidades, devidamente seriadas e previstas antes do decurso das observações clínicas. Imaginemos que o retorno ao crime por parte dos criminosos já julgados penalizaria os juízes; que a morte dos pacientes penalizaria os médicos, mesmo que a doença não tivesse cura. Imaginemos, ainda, que o modelo se mantinha o mesmo para os juízes dos tribunais cíveis, criminais, fiscais ou de família e indistinto para os otorrinolaringologistas, neurologistas ou ortopedistas. Imaginemos, agora, que um psiquiatra podia ser o relator e observador para fins classificativos do estomatologista ou do cirurgião cardíaco. Imaginemos, por fim, que os prémios prometidos para os melhores assim encontrados estavam suspensos por falta de meios e as progressões nas respectivas carreiras congeladas. Imaginemos que toda esta loucura kafkiana deixava milhares de doentes por curar (missão dos médicos) e muitos cidadãos por julgar (missão dos juízes). A sociedade revoltava-se e os profissionais não cumpririam. Mas este modelo, aplicado aos professores, está a deixá-los sem tempo para ensinar os alunos (missão dos professores), com a complacência de parte da sociedade e o aplauso de outra parte. E os professores cumprem. E Cavaco Silva sempre calou.
Ultrapassámos os limites do tolerável e do suportável. Ontem, o estudo acompanhado e a área-projecto eram indispensáveis e causa de sucesso. Hoje acabaram. Ontem, exigiram-se às escolas planos de acção. Hoje ordenam que os atirem ao lixo. Ontem Sócrates elogiou os directores. Hoje reduz-lhe o salário e esfrangalha-lhes as equipas e os propósitos com que se candidataram e foram eleitos. Ontem puseram dois professores nas aulas de EVT em nome da segurança e da pedagogia activa. Hoje dizem que tais conceitos são impróprios. Ontem sacralizava-se a escola a tempo inteiro. Hoje assinam o óbito do desporto escolar e exterminam as actividades extracurriculares. Ontem criaram a Parque Escolar para banquetear clientelas e desorçamentar 3 mil milhões de euros de dívidas. Hoje deixaram as escolas sem dinheiro para manter o luxo pacóvio das construções ou sequer pagar as rendas aos novos senhores feudais. Ontem pagaram a formação de milhares de professores. Hoje despedem-nos sem critério, igualmente aos milhares.
Os portugueses politicamente mais esclarecidos poderão divergir na especialidade, mas certamente acordarão na generalidade: os 36 anos da escola democrática são marcados pela permanente instabilidade e pelo infeliz desconcerto político sobre o que é verdadeiramente importante num sistema de ensino. Durante estes 36 anos vivemos em constante cortejo de reformas e mudanças, ao sabor dos improvisos de dezenas de ministros, quando deveríamos ter sido capazes de estabelecer um pacto mínimo nacional de entendimento acerca do que é estruturante e incontornável para formar cidadãos livres. Sobre tudo isto, o silêncio de Cavaco Silva é preocupante e obviamente cúmplice.
(Público 19/01/2011)

Taxa de Redução Remuneratória!

Os primeiros recibos de vencimento no Estado revelam cortes à milésima. Em alguns casos a diferença atinge quase um ponto percentual.
Milhares de funcionários públicos começaram hoje a receber pelas novas tabelas e menos do que estavam à espera. Isto porque, em vez de se aplicarem as reduções que tinham sido anunciadas sobre os vencimentos brutos - de 3,5% a 10%, dependendo do valor dos salários -, os serviços acabaram por impor uma taxa à milésima, fazendo com que os cortes tenham superado as contas que os próprios trabalhadores e as suas estruturas representativas tinham feito. 
Dois exemplos: um salário que em Dezembro era de 2137 euros passou agora para 2045 euros, o que representa um decréscimo de 4,301%, em vez dos 4% que seriam de esperar. Um outro vencimento, de 2718,99 euros, passou para 2533,95 euros, o que correspondeu a uma diminuição de 6,805%, quase um ponto percentual a mais do que os trabalhadores do Estado estavam à espera.
Notícia Jornal I

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

40.000 professores vão para a rua, 7.000 são de EVT e os outros?

Os directores das escolas já têm conhecimento deste documento!
Novos, velhos, mais antigos, do quadro, contratados!!! Toca a todos!! O critério é, e só, económico!!  
No encontro realizado ontem da APEVT (Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica), onde estive presente,sala cheia do Centro de Congressos de Aveiro, verificou-se a nossa união e constatou-se os verdadeiros problemas que se avizinham. Portanto, o momento mais uma vez, é de luta e de acção, vai tocar a todos nos próximos tempos, temos de mostrar união e força que "pouco" nos caracteriza, fica aqui o vídeo para que todos se apercebam do que nos estão a tentar fazer, e para onde caminha a NOSSA escola pública.
(Recebido por e-mail: sala dos professores)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aulas assistidas no acesso ao 3º e 5º Escalões

Entre outros esclarecimentos, da DREN,  sobre a Avaliação do Desempenho dos Docentes destacam-se algumas informações importantes;

"A observação de aulas é condição necessária aos 3º e 5º escalões e acesso às menções de mérito para todos os docentes, incluindo adjuntos, coordenadores e relatores."

"... os docentes que se encontravam em situação de progressão aos 3º e 5º escalões e tiveram a observação de aulas entre 1 de Setembro e 31 de Dezembro de 2010, preenchem, desta forma, e para os devidos efeitos, o requisito de duas (2) aulas observadas para avaliação do biénio 2009/11 (mão podem ter mais aulas observadas). 

"Para efeitos de progressão ao 3º e 5º escalões, abrigatoriedade de observação de aulas incide sobre o ciclo imediatamente anterior à progressão."

A MINHA INDIGNAÇÃO

Ex.mo Senhor Ministro da Finanças

Ex.ma Senhora Ministra da Educação

O(A) signatário(a) vem manifestar a sua profunda indignação e a mais viva contestação ao ataque brutal concretizado pelo Governo português contra todos os trabalhadores da administração pública e particularmente contra os docentes e os trabalhadores de apoio educativo das escolas, através de medidas que se concretizam na redução de salários, no congelamento de pensões, para além de um desmesurado crescimento da carga fiscal que acaba por se abater sobre todos os portugueses.
Considera, assim, de uma inaudita insensibilidade a decisão do Governo de reduzir os salários daqueles que têm sido ao longo dos anos os mais afectados com decisões governativas anteriores, no que concerne não só às suas condições de trabalho, como aos seus vencimentos.
Deste modo, rejeita as medidas violentas e ofensivas dos mais elementares direitos dos trabalhadores da Administração Pública constantes do Orçamento de Estado para 2011 e que reduzem substancialmente o seu salário.
Para além deste forte protesto, informa que não deixará de usar todos os meios legais ao seu dispor para contestar estas medidas cegas do Governo que, uma vez mais, desrespeita os docentes e demais trabalhadores das escolas, revelando-se insensível às dificuldades dos mais frágeis e dos que menos podem suportar as medidas de austeridade que lhes estão a ser impostas.
Neste sentido, exige que o Governo reponha a legalidade, repondo os vencimentos sem o valor dos cortes que indevidamente lhe estão a ser impostos.
21 de Janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Omitido pela maioria dos órgãos de comunicação social!

Uma Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho
No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o relatório PISA trouxe algumas boas evidências para Portugal.
E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social:
 Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!
O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.
O mesmo relatório conclui que os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social ( e pelos habituais "fazedores de opinião" luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram que os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações...
Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula, equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é determinante: a inclusão.
O relatório revela-nos que Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!
E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores!
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.
Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário. Estranha-se o silêncio.

Margarida Rufino in Jornal de Cascais
(Recebido por e-mail)

Vamos todos impugnar a redução ilegal dos salários!

No âmbito das iniciativas que os sindicatos têm vindo a desenvolver contra o iníquo e inadmissível corte nos salários, vimos, agora, propor-lhe que tome a iniciativa e intervenha, também, com o seu contributo pessoal.
Assim, propomos que, numa acção concertada a nível nacional, envolvendo docentes e investigadores de todos os níveis de educação e ensino, acompanhem as seguintes orientações:

1. Esta minuta de reclamação pode ser fotocopiada e distribuída por outros professores;
2. Para fazer esta reclamação, deve solicitar, previamente, o respectivo recibo de vencimento (em Janeiro, tendo em conta a coincidência do dia 23 com um domingo, os vencimentos serão pagos a 21, 6.ª feira);
3. Depois de preenchida, deve ser entregue no dia 25 de Janeiro ou, caso tal seja impossível neste dia, deve fazê-lo num dos dias seguintes;
4. No acto da entrega deve solicitar-se uma cópia carimbada com data de entrega para desenvolvimento deste processo.
Minutas

Porque não se seguem estes exemplos?

Em Portugal esta notícia foi tratada apenas em telejornais pouco vistos para evitar, naturalmente, o contágio.
Porque será?

Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros
Na Suíça, ao contrário de Portugal, não há reformas de luxo. Para evitar a ruína da Segurança Social, o governo helvético fixou que o máximo que um suíço pode receber de reforma são 1700 euros. E assim, sobra dinheiro para distribuir pelas pensões mais baixas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Petição: O fim do Desporto Escolar nas escolas

Para: Assembleia da República, Ministra da Educação
O fim do Desporto Escolar nas escolas
Com o novo despacho sobre a organização do ano lectivo 2011/2012, uma das medidas mais penalizadoras, será o fim do Desporto Escolar nas escolas. As horas do DE, deixarão de fazer parte da componente lectiva e passarão para a componente não lectiva. Será o Director de cada Agrupamento a definir o número de horas a atribuir ao DE, que poderão ser 1, 2, 3 ou zero! Como as horas da componente não lectiva vão diminuir, as mesmas serão utilizadas preferencialmente, para o apoio aos alunos nas diversas disciplinas: Matemática, LP, Inglês… e as horas para o DE serão as sobras.Com estas medidas prevê-se que mais de 1000 horários de Educação Física irão desaparecer!
In Público: “Para António Palmeira, investigador da Universidade Lusófona, a supressão do Desporto Escolar teria consequências a longo prazo na saúde dos jovens. “Parece-me uma perspectiva muito economicista, de curto prazo. As pessoas que não fazem desporto nestas idades muito dificilmente o farão na idade adulta e 80 por cento dos que são obesos nesta altura serão obesos na idade adulta”, frisou.
Segundo as contas do especialista, duas sessões de Desporto Escolar por semana representam o consumo de mil calorias, o que corresponde a 30 mil calorias por ano. “Representam quatro quilos a mais no jovem se mantiver o mesmo regime alimentar num ano lectivo, só por não terem Desporto Escolar”, sintetiza António Palmeira. Sem o Desporto Escolar, diz, “será difícil os alunos terem acesso de forma organizada à prática desportiva”. “O Desporto Escolar é uma oportunidade de os nossos jovens praticarem desporto da sua preferência sem ser tão sério como um clube federativo e com encargos reduzidos para as famílias”, explica.”
Os signatários

Cortes nas escolas vão provocar revolução

Se a proposta de despacho de organização do ano lectivo for aprovada sem alterações, as escolas serão obrigadas a mudar a sua estrutura: desporto escolar, clubes e apoios podem estar em risco, o que significa que os alunos podem ficar com horários reduzidos.
O Orçamento do Estado da Educação sofreu um corte este ano de 11,2 % em relação a 2010 - são menos 803,2 milhões de euros. O maior impacto da redução financeira vai ser sentido pelas escolas no próximo ano lectivo. Menos verbas para funcionamento, menos professores (Fenprof estima mais de 30 mil) e menos horas para actividades de enriquecimento curricular. Já os alunos podem passar a sair mais cedo, se todos os cortes se confirmarem.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aprovado em Conselho de Ministros: Vem aí o e.escola 2.0

Resolução do Conselho de Ministros que determina o lançamento do Programa e.escola 2.0, continuando a garantir aos alunos do ensino secundário o acesso às tecnologias de informação, promovendo a info-inclusão
Com esta Resolução, determina-se o lançamento do Programa e.escola 2.0, que sucede ao actual programa e.escola, com o objectivo de continuar a promover e a garantir a info-inclusão.
Assim, no novo Programa e.escola 2.0, para além do acesso a equipamentos adequados a todos os alunos, professores e adultos em formação, privilegiar-se-á a disponibilização de conteúdos digitais e o acesso à internet em banda larga suportada em redes de nova geração, continuando a fomentar-se a competitividade da economia portuguesa, através da formação dos portugueses com recurso a tecnologias avançadas.

Sucesso Ruinoso!

O Prémio Nobel da Economia Paul Krugman comentou o leilão da dívida pública portuguesa, considerando a taxa de juro "ruinosa" e alertando que "mais sucessos (destes) e a periferia europeia será destruída". Na apreciação que Paul Krugman faz no seu blogue , o economista considera a taxa de juro do leilão da dívida pública portuguesa "pouco menos que ruinosa". 
No seu comentário, em jeito de resposta Paul Krugman afirma que "considerar um sucesso a capacidade de Portugal colocar obrigações a dez anos a uma taxa de juro de 'apenas' 6,7% diz alguma coisa do profundo desespero da situação europeia".
Notícia Expresso 

Enriquecimento ilícito: Leia e assine a petição do CM

"O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O infractor será isento de pena se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."

A seguir com atenção o encontro de Directores

Realiza-se no  sábado, dia 15 de Janeiro, em Lisboa, o  Encontro Nacional de Directores e Subdirectores de Agrupamentos e Escolas Públicas

Procuram-se soluções para a escola pública ou será mais do mesmo?

CGD já empregou 23 ex-governantes na administração

No período da democracia, 40 ministros e secretários de estado saíram directamente da política para cargos em grandes empresas.
Para ler toda a informação no Diário de Notícias.

"A tutela tem-se comportado como um 'grande chefe' das escolas"

"O problema é que a tutela insiste em considerar que o sistema educativo é como uma grande empresa e vê-se a si própria como o conselho de administração de uma grande empresa em que os professores são meros empregados".

Parecer do Conselho das Escolas sobre o projecto de despacho de organização do ano

O Conselho das Escolas disponibilizou um parecer sobre o projecto de despacho sobre o projecto de   “Despacho de organização do trabalho nos agrupamentos ou escolas não agrupadas”que o Secretário de Estado enviou no mesmo dia 7 aos sindicatos.

A destacar do referido parecer;
"As escolas deixarão de ter condições para fazer prevalecer os critérios de natureza pedagógicamais adequados às necessidades educativas e individuais de cada aluno, pela escassez de recursoshumanos que resultará da adopção dos critérios do despacho, no que se reporta à elevadadiminuição dos créditos horários para os diferentes clubes e projectos em desenvolvimento, a queacresce o facto, pelo mesmo motivo, de se verem impedidas de desenvolver as actividades decomplemento curricular, circunstâncias que desrespeitam, ou pelo menos colocam em crise osprincípios subjacentes às disposições da Lei de Bases que em seguida se transcrevem:
“Na administração e gestão dos estabelecimentos de educação e ensino devem prevalecer critérios de natureza pedagógica e científica sobre critérios de natureza administrativa.” nº 3. doartigo 48º;
As actividades curriculares dos diferentes níveis de ensino devem ser complementadas por acções orientadas para a formação integral e a realização pessoal dos educandos no sentido dautilização criativa e formativa dos seus tempos livres. Estas actividades de complemento curricular visam, nomeadamente, o enriquecimento cultural e cívico, a educação física e desportiva, aeducação artística e a inserção dos educandos na comunidade; nºs1 e 2 do artigo 51º.

 "As propostas ora apresentadas comprometem o apoio educativo, a escola a tempo inteiro, as actividades (aulas) de substituição, o desporto escolar, o desenvolvimento de projectos educativos, o cumprimento das Metas de Aprendizagem, os objectivos a atingir até 2015 e, ainda, dificultam sobremaneira a gestão e administração da Escola Pública"

ME vai suspender todos os projectos nas escolas

A suspensão consta da proposta de despacho de organização do ano lectivo que o Ministério da Educação enviou a associações e sindicatos.
"Qualquer atribuição de horas a agrupamentos ou escolas não agrupadas para dinamização de projectos, ainda que aprovados por serviços do Ministério da Educação, extingue-se com a entrada em vigor do presente despacho, carecendo de nova autorização do membro do Governo responsável pela área da Educação"

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Processamento de Remunerações em 2011

Face à Lei nº 55-A/2010, de 31/12, (Lei do Orçamento de Estado para 2011), à entrada em vigor do Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, aprovado pela Lei nº 110/2009, de 16 de Setembro, e outros diplomas legais, abaixo referidos, salienta-se os aspectos mais relevantes a ter em conta no processamento dos vencimentos em 2011.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Bons alunos mesmo sendo pobres

Os recursos económicos das famílias não têm influência directa nos resultados escolares dos jovens. Um estudo feito junto da população carenciada do Vale do Ave mostra que há bons e maus alunos entre as famílias mais pobres. A diferença está na forma como as famílias encaram o percurso escolar dos jovens.
A investigadora Teresa Guimarães refere que o objectivo do estudo era comparar o percurso escolar de crianças e o impacto do ambiente familiar. As conclusões revelam que "o nível socio-económico baixo das famílias não pode ser sinónimo de um grande insucesso escolar". Ou seja, não é por as famílias terem pouco dinheiro que as crianças estão condenadas a fracassar na escola.
De facto, a comparação entre dois grupos de 12 famílias cada um, permitiu à investigadora da faculdade de psicologia da Universidade do Porto, concluir que para inverter o insucesso na população carenciada é preciso investir na formação parental e nas actividades extracurriculares.
Ler no DN

Pós-graduação em LEAN MANAGEMENT

Exmos(as) Senhores(as),
Admitindo o interesse na 9ª edição da Pós-graduação em LEAN MANAGEMENT (Porto com início a 17 de Janeiro, Leiria e Lisboa com início a 21 de Março), poderá consultar todos os detalhes relativos a Objectivos, Estrutura Curricular, Programas das Disciplinas, Projecto Final, Resumo Curricular dos Docentes, Processo de Candidatura e Selecção, em http://www.leanthinkingcommunity.org/master.html e num dos nossos sites de suporte a este curso em http://sites.google.com/site/pglmporto/.
Esta PG visa a formação de Senseis, profissionais que asseguram os processos de melhoria continua e de criação de valor nas organizações.
Aproveitamos a oportunidade para convidar a estar presente nas Jornadas de Apresentação de Estudos de Caso, a realizar no dia 14 de Janeiro, entre as 14h30 e as 18h30, no Hotel Meliã Gaia Porto, de entrada livre.
Saudações Lean,
Ana Cruz, Dra.
Plano de Actividades e Eventos para o 1º Semestre de 2010 em https://sites.google.com/site/formacaoclt/
(Recebido por e-mail)

20 milhões por mês para reformas milionárias!!

Há mais de 4500 pensionistas a receber mais de 4000 euros por mês. Em 2011 regista-se o valor mais alto de sempre com as reformas dos políticos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Para os Senhores Directores


Líderes Inovadores - Programa de Formação para Directores de Agrupamentos/Escolas. 
Este Programa de Formação, uma Parceria do Ministério da Educação com a Microsoft que conta com especialistas nacionais e internacionais, visa ampliar a sua capacidade de inovação na criação e implementação de um Plano de Melhoria na escola. Inscrições entre 7 e 13 de Janeiro.

Recomendação do CNE sobre a Avaliação Externa das Escolas

Recomendação n.º 1/2011 sobre Avaliação Externa das Escolas
A presente recomendação constitui a terceira tomada de posição do CNE sobre o processo de Avaliação Externa das Escolas (AEE) e é emitida no momento em que está prestes a ser finalizado o primeiro ciclo avaliativo, iniciado em 2006, no quadro da Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro, e no âmbito do qual já foram avaliados 984 agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.

Aprovado em Conselho de Ministros

Projecto de Decreto-Lei que introduz o exame final nacional optativo de Filosofia, elimina a disciplina de Área Projecto e cria a disciplina de Formação Cívica no currículo dos cursos científico-humanísticos, procedendo à quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março
Este diploma estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão curricular do ensino secundário, bem como da avaliação das aprendizagens, procedendo
(i) à eliminação da disciplina de Área de Projecto da matriz dos cursos científico humanísticos; 
(ii) ao alargamento da oferta de exames nacionais nas disciplinas de formação geral, sem aumentar o número de exames obrigatórios; 
(iii) à criação da disciplina de Formação Cívica na matriz dos cursos científico-humanísticos(10º ano).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Estatísticas da Educação na Internet

O Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) disponibiliza as estatísticas oficiais da educação e formação, contribuindo para aprofundar o conhecimento sobre o sistema educativo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Entregues providências contra cortes salariais

Os sindicatos de professores  interpuseram esta quarta-feira  providências cautelares para travar a redução salarial imposta pelo Governo no âmbito das medidas de contenção do défice inscritas no Orçamento do Estado de 2011.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Corrupção tornou País mais pobre"

"A corrupção enfraqueceu-nos nos últimos 25 anos. Tornou o País mais pobre, aumentou os custos dos serviços públicos, enfraqueceu o Estado. Toda a criminalidade usa a corrupção. A fraude, o terrorismo, o crime organizado andam de mãos dadas com a corrupção."

Petição do Correio da Manhã
"O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O infractor será isento de pena se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."
Os interessados vão poder assinar a petição a partir de 12 de Janeiro.

Projecto de Despacho de Organização do Ano Lectivo

Estamos em Janeiro de 2011 e já foi divulgado um projecto de despacho de organização do trabalho nos agrupamentos de escolas para o próximo ano lectivo!

Docente com cancro impedida de progredir

Uma professora com cancro, diagnosticado em Março de 2009, está impedida pelo Ministério da Educação de progredir na carreira. Em causa está a apreciação intercalar – um dos cinco requisitos exigidos à docente para a mudança de índice remuneratório –, a qual não possui por estar de baixa médica. O caso de Anabela Martins, de Chaves, não é único, com vários docentes de baixa prolongada e professoras em licença de maternidade impedidos de mudar de escalão.
Ler Notícia

Quase 15% dos directores recorrem a ‘outsourcing’ para gerir escolas

Dos 155 pedidos de autorização enviados às Finanças, apenas 22 já receberam parecer favorável. Créditos de horas das escolas são transformados em verba.
No início deste ano lectivo, 155 direcções de escolas e agrupamentos pediram autorização para contratar, em regime de ‘outsourcing', serviços de apoio à gestão das escolas.
Estas direcções, que representam 15% das 1.087 que compõe a rede escolar pública, enviaram os seus pedidos ao Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação. De acordo com as novas regras da contratação pública, os pedidos têm de passar pelo crivo do Ministério das Finanças, que, até agora, apenas deu parecer favorável a 22 para assessoria jurídica ou financeira.
Diário Económico

Orçamento do Estado para 2011

Publicado em Suplemento ao Diário da República de 31 de Dezembro a Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro - Orçamento do Estado para 2011.
...
"Artigo 19.º
Redução remuneratória
1 — A 1 de Janeiro de 2011 são reduzidas as remunerações totais ilíquidas mensais das pessoas a que se refere o n.º 9, de valor superior a € 1500, quer estejam em exercício de funções naquela data, quer iniciem tal exercício, a qualquer título, depois dela, nos seguintes termos:
a) 3,5 % sobre o valor total das remunerações superiores a € 1500 e inferiores a € 2000;
b) 3,5 % sobre o valor de € 2000 acrescido de 16 % sobre o valor da remuneração total que exceda os € 2000, perfazendo uma taxa global que varia entre 3,5 % e 10 %, no caso das remunerações iguais ou superiores a € 2000 até € 4165;
c) 10 % sobre o valor total das remunerações superiores a € 4165."
...
"Artigo 24"
Congelamento do tempo de serviço para progressão na carreira
"9 — O tempo de serviço prestado em 2011 pelo pessoal referido no n.º 1 não é contado para efeitos de promoção e progressão, em todas as carreiras, cargos e, ou, categorias, incluindo as integradas em corpos especiais, bem como para efeitos de mudanças de posição remuneratória ou categoria nos casos em que estas apenas dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito."

Alunos não sabem raciocinar nem escrever!

Divulgado pelo GAVE ( o mesmo que coordenou os testes do PISA ) o relatório final do projecto Testes Intermédios, relativo ao ano lectivo 2009-2010.

Nota negativa para os alunos portugueses no raciocínio matemático e na estruturação de um texto. Um estudo realizado pelo Ministério da Educação (ME) a alunos do 8º ao 12º ano revela estas falhas. Hélder Diniz de Sousa, director do Gabinete de Avaliação Educacional, GAVE, explica que este estudo limitou-se a identificar fragilidades e não a avaliar conhecimentos.
Notícia Antena 1

Avaliação do Desempenho Órgãos de Gestão

Estabelece as regras aplicáveis à avaliação do desempenho dos docentes que exercem funções de gestão e administração em estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e de ensino básico e secundário, bem como em centros de formação de associações de escolas.

Ensino Particular e Cooperativo

Foi publicada a Portaria nº 1324/2010, de 29 de Dezembro, e aqui divulgada, que regulamenta as regras a que obedece o financiamento público dos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo com contrato de associação.
Ver Decreto-lei n.º 138-C/2010, de 28 de Dezembro