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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Relatório "O Valor dos Diretores Escolares no TALIS 2024"

Os diretores de Escolas ou Agrupamentos portugueses são os mais insatisfeitos com o seu salário entre docentes de 44 países e a situação agravou-se nos últimos anos, segundo o estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).

Quase metade dos diretores inquiridos pela OCDE (48,8%) estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o seu salário, segundo o Inquérito Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS). Portugal surge no fim de uma tabela que compara os diretores de 44 países.

Diretores escolares que mantêm o ensino e a aprendizagem no centro do seu trabalho são altamente valorizados pelos professores.


Os diretores escolares moldam as experiências diárias de professores, alunos e famílias por meio de sua liderança. Desde 2008, a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS) da OCDE tem amplificado as vozes de professores e diretores, oferecendo insights sobre a vida em salas de aula e escolas. Em 2024, 280.000 professores de 55 sistemas educacionais compartilharam suas opiniões sobre a liderança de 17.000 diretores. Com base nas opiniões de professores do ensino fundamental II sobre seus diretores e nos relatos dos próprios diretores sobre seu trabalho, o relatório "O Valor dos Diretores Escolares no TALIS 2024" explora quem são os diretores valorizados, onde trabalham, o que fazem e como podem ser apoiados. Seu propósito é prático: ajudar os sistemas educacionais a remover barreiras e direcionar o apoio para onde ele é mais necessário.

Os resultados do TALIS 2024 mostram que os professores valorizam diretores que priorizam o ensino, apoiam o desenvolvimento profissional dos professores e interagem com alunos, famílias e a comunidade em geral. Embora a maioria dos diretores esteja satisfeita com seus cargos, o excesso de trabalho administrativo é uma fonte comum de estresse. A satisfação com a remuneração e outras condições de trabalho, juntamente com menos escassez de recursos, está associada a uma maior satisfação no trabalho. Os diretores mais jovens merecem atenção especial. Os professores os percebem como líderes fortes, mas eles estão menos satisfeitos com sua remuneração e condições de trabalho e relatam maior estresse relacionado ao trabalho. Essas descobertas ressaltam a necessidade de os sistemas educacionais melhorarem as condições de trabalho e direcionarem o apoio onde for necessário, permitindo que os diretores se concentrem nas práticas de liderança que são valorizadas pelos professores.


Em Portugal, a percentagem de diretores que declaram estar, no geral, satisfeitos com o seu trabalho é de 99% (superior à média da OCDE: 94%). A percentagem de diretores satisfeitos com o seu trabalho manteve-se inalterada entre 2018 e 2024 (a média da OCDE diminuiu 2 pontos percentuais durante o mesmo período).

Diretores satisfeitos com seu trabalho tendem a ser mais valorizados por seus professores, tanto como líderes pedagógicos quanto como líderes de relacionamento, em média, nos sistemas educacionais da OCDE. Diretores que se sentem apoiados e satisfeitos podem estar em melhor posição para liderar e construir relacionamentos sólidos com os professores. O reconhecimento dos professores, por sua vez, pode fortalecer a satisfação no trabalho e o senso de eficácia dos diretores.

Em Portugal, 84% dos diretores escolares sentem algum nível de stress no trabalho (um percentual superior à média da OCDE: 61%).

Em Portugal, as fontes de stress mais frequentemente relatadas são: excesso de trabalho administrativo (90%), necessidade de acompanhar as constantes mudanças nas exigências das autoridades (78%) e responsabilidade pelo desempenho dos alunos (77%). Em média, nos sistemas de ensino da OCDE, os diretores escolares relatam com maior frequência o stress resultante do excesso de trabalho administrativo (68%), das constantes mudanças nas exigências das autoridades (56%) e da necessidade de lidar com as preocupações dos pais e encarregados de educação (53%).

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Apresentação do Lançamento do "Education at a Glance 2026"

Decorreu no passado dia 29 de setembro, no Teatro Thalia, em Lisboa, a apresentação do relatório Education at a Glance 2026, publicação anual da OCDE que reúne indicadores sobre educação e formação nos países membros e parceiros.

O evento, organizado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, contou com  apresentação do relatório por Paulo Santiago, Chefe da Divisão de Assessoria e Implementação de Políticas da Direção da Educação e Competências da OCDE. 

A edição deste ano debruça-se particularmente sobre a Escassez de Professores, abordando questões como a perceção da profissão docente, qualificações e aprendizagem ao longo da vida, condições de trabalho, envelhecimento do corpo docente, salários e o impacto das dinâmicas demográficas nos sistemas educativos.

O vídeo do evento encontra-se disponível para visualização no Canal do YouTube da AGSE


terça-feira, 29 de setembro de 2026

Education at a Glance 2026 e Panorama da Educação em Portugal

O relatório "Education at a Glance 2026" fornece dados comparáveis ​​internacionalmente sobre os sistemas educacionais em todo o mundo, abrangendo desempenho acadêmico, matrículas, financiamento e organização desses sistemas. A edição de 2026 tem um foco especial na escassez de professores, examinando seu impacto em diferentes países e como os sistemas educacionais podem responder a essa situação.

O relatório "Education at a Glance 2026" da OECD analisa detalhadamente o sistema educativo em Portugal, destacando as principais tendências e desafios do setor. O documento examina o impacto das alterações demográficas e da diminuição do número de alunos, o que tem gerado reformas na gestão escolar e um foco renovado nas escassez de professores. Além disso, são avaliados indicadores cruciais como o financiamento público e internacional, as qualificações e taxas de conclusão dos estudantes, bem como a atratividade e remuneração da profissão docente. Globalmente, o estudo evidencia progressos significativos nas qualificações dos jovens adultos, embora persistam desafios estruturais na satisfação profissional dos professores e na adaptação regional da rede escolar.

Os principais desafios da carreira docente em Portugal situam-se em torno da atratividade da profissão, das condições de trabalho, do envelhecimento do corpo docente e da precariedade contratual.

Enquanto a média da OCDE registou um aumento real de 18% a 20% nos salários estatutários de início de carreira entre 2015 e 2025, em Portugal os salários de entrada para os professores diminuíram 10% no mesmo período.

Apenas 13,4% dos professores do 3.º ciclo do ensino básico em Portugal estão satisfeitos com o seu salário (em comparação com 38,7% na OCDE). Além disso, somente 39,1% manifestam satisfação com as suas condições gerais de emprego, valor muito distante da média da OCDE (68,4%).

O vínculo permanente é significativamente menos comum em Portugal, onde apenas 67% dos docentes do 3.º ciclo possuem contrato por tempo indeterminado (vs. 81% na OCDE). Os contratos temporários de curta duração (um ano letivo ou menos) afetam 21% dos professores portugueses.

No ensino secundário, 38% dos professores têm 55 ou mais anos de idade, uma proporção substancialmente superior à média dos países da OCDE (25%).
Embora os salários médios efetivos dos professores em Portugal sejam superiores à média dos trabalhadores com ensino superior (devido à elevada concentração de professores nos escalões mais altos e com mais anos de serviço), a degradação dos salários de entrada e das condições de trabalho levou à adoção de medidas governamentais em 2023 e 2024 focadas no recrutamento permanente, na revisão da progressão e em incentivos à mobilidade e habitação.

Esta nota sobre o país, referente ao Panorama da Educação 2026, apresenta uma visão geral das principais características do sistema educativo em Portugal. Em consonância com o foco temático deste ano, destaca a escassez de professores, mas também aborda outros aspetos do sistema educativo. Os dados apresentados nesta nota são relativos ao último ano disponível.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Apresentação do relatório "Education at a Glance 2026" no dia 29 de setembro

O relatório "Education at a Glance 2026", da OCDE — uma das principais fontes internacionais de referência sobre o estado da educação no mundo — será apresentado no próximo dia 29 de setembro, às 10h30, contando com transmissão em direto, de acesso livre, no canal de YouTube da AGSE


O relatório anual da OCDE, "Education at a Glance", analisa quem participa da educação, quanto é gasto nela, como os sistemas educacionais funcionam e os resultados alcançados. Este último inclui indicadores sobre uma ampla gama de resultados, desde comparações do desempenho dos alunos em áreas-chave do conhecimento até o impacto da educação sobre os rendimentos e as oportunidades de emprego dos adultos. Este livro inclui StatLinks, links para folhas do Excel® contendo os dados de base.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Resultados Nacionais no PISA 2025

O PISA 2025 é um estudo internacional que examina as aptidões de estudantes de 15 anos em áreas essenciais para a vida contemporânea. O estudo destaca o desempenho de Portugal, que apresenta resultados genericamente alinhados com a média da OCDE em domínios como as Ciências, a Leitura e a Matemática. Os resultados do país e da maioria dos países participantes apresenta novamente a tendência descendente iniciada no ciclo de 2022, com Portugal a acompanhar esta tendência e a apresentar resultados alinhados com a média da OCDE em todos os domínios.

Um foco especial é atribuído à Aprendizagem no Mundo Digital e à Resolução Computacional de Problemas, esta última sendo a única área onde o país supera a média em alunos de alto rendimento. A análise revela também uma correlação direta entre o estatuto socioeconómico e o sucesso académico, sublinhando as disparidades nas pontuações obtidas. Adicionalmente,  explora a consciência ambiental dos jovens perante crises globais, incentivando a utilização do conhecimento científico para uma ação informada na sociedade. (EduProfs)




O desempenho na educação continua a declinar, com quedas acentuadas na leitura.

Os resultados do PISA revelam um panorama desigual do desempenho educacional, com os resultados de aprendizagem estagnados ou em declínio em muitos países. Em ciências, foco principal do PISA 2025, as pontuações médias caíram ligeiramente nos países da OCDE entre 2015 e 2025, enquanto permaneceram amplamente estáveis ​​em outros países e economias. Em matemática, as pontuações médias caíram 22 pontos entre 2015 e 2025 nos países da OCDE, com o desempenho também em declínio entre os países não membros da OCDE. A leitura registrou a queda mais acentuada, com uma redução de 28 pontos nos países da OCDE e de 16 pontos em outros países e economias entre 2015 e 2025.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Desafios decorrentes da transformação digital e da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho

Foi lançada, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a publicação "The World of Public Employment Services 2026", que analisa os desafios decorrentes da transformação digital e da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho.

Esta publicação oferece uma visão comparativa dos serviços públicos de emprego em todo o mundo, com base em uma pesquisa global. Complementando a primeira edição, a edição de 2026 apresenta perspectivas novas e atualizadas sobre o desenvolvimento, os desafios e as oportunidades enfrentados pelos serviços públicos de emprego em todo o mundo. Esta versão atualiza e amplia a disponibilidade de dados estruturados e comparáveis, bem como informações sobre políticas públicas relativas à organização, estrutura e práticas desses serviços. 

A publicação também apresenta dados e analisa variações institucionais e políticas, a maturidade digital dos serviços e as formas como os serviços públicos de emprego respondem a choques e fortalecem a resiliência do mercado de trabalho. Além disso, apresenta dados e informações sobre como os serviços públicos de emprego podem apoiar a transição para o mercado de trabalho de diferentes grupos populacionais, incluindo migrantes, e considera o papel das parcerias entre os serviços públicos de emprego e a economia social para apoiar as pessoas que enfrentam maiores dificuldades para encontrar trabalho. Por fim, com base em todas as conclusões, a publicação descreve possíveis desenvolvimentos em componentes-chave das políticas do mercado de trabalho e fornece perfis individuais de 78 serviços públicos de emprego de 74 países. (EduProfs)

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Capacitar os Alunos para a Era da IA: Um Referencial de Literacia em Inteligência Artificial para o Ensino Básico e Secundário

Este documento, elaborado conjuntamente pela OCDE e pela Comissão Europeia, apresenta um modelo estruturado de literacia em Inteligência Artificial . 

Este guia define a literacia em IA como um conjunto essencial de conhecimentos, competências e atitudes necessários para que os jovens possam interagir com sistemas tecnológicos de forma crítica, ética e criativa. A estrutura está organizada em quatro domínios principais — interagir, criar, gerir e moldar a IA — visando capacitar os alunos para navegarem num mundo digital em rápida evolução. O documento enfatiza que a educação nesta área é uma responsabilidade partilhada entre decisores políticos, líderes escolares, educadores e famílias. Além disso, destaca a importância vital de apoiar os professores através de formação contínua, garantindo que estes possuam a confiança necessária para orientar o desenvolvimento cognitivo e a autonomia dos estudantes. Em suma, o papel do professor é capacitar os alunos para serem utilizadores críticos e criadores responsáveis, garantindo que a IA é utilizada para promover o bem-estar humano e os valores sociais. (EduProfs)

Texto em Inglês 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Estudo da OCDE - Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos

O Teacher Knowledge Survey (TKS), inserido no estudo TALIS 2024 da OECD, constitui a primeira avaliação internacional sobre o conhecimento pedagógico geral dos professores. Os dados revelam que este domínio teórico e prático é um dos indicadores mais fiáveis do sucesso escolar dos alunos, apresentando uma correlação direta com os resultados do PISA. Professores com maior preparação pedagógica demonstram maior capacidade de adaptação às necessidades dos estudantes, dedicando mais tempo ao ensino efetivo e menos à gestão da disciplina. Além dos benefícios para a aprendizagem, este conhecimento especializado atua como um fator protetor da saúde mental docente, reduzindo significativamente o stresse e o esgotamento profissional. O relatório conclui que o ensino deve ser reconhecido e valorizado como uma profissão intelectual de base científica, exigindo um investimento contínuo na formação pedagógica para elevar a qualidade de todo o sistema educativo.

De acordo com os resultados do Teacher Knowledge Survey (TKS) de 2024, os professores portugueses revelam estar entre os melhores, tendo obtido a pontuação média mais elevada entre os oito países participantes no estudo.

"Professores com sólido conhecimento pedagógico não se limitam a ministrar aulas — eles planeiam a aprendizagem. Eles percebem o ambiente. Adaptam-se em tempo real. Sabem quando incentivar, quando fazer uma pausa, quando desafiar e quando apoiar. São mais propensos a promover uma compreensão mais profunda, e não apenas a memorização superficial; o pensamento crítico, e não a mera obediência. Dedicam menos tempo a gerenciar o caos e mais tempo a cultivar a curiosidade. A excelência no ensino, afinal, não é um acidente. É o produto do conhecimento — aplicado com discernimento, aprimorado pela prática e sustentado por um propósito."

O que os professores sabem sobre pedagogia geral

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Relatório Nacional TALIS 2024

Está disponível o relatório que apresenta os dados para Portugal recolhidos no âmbito do quarto inquérito da 𝗢𝗖𝗗𝗘 sobre 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼 𝗲 𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗶𝘇𝗮𝗴𝗲𝗺, refletindo principalmente sobre os ambientes de aprendizagem existentes nas escolas, assim como as condições de trabalho, crenças e expetativas de docentes e diretores.

O Inquérito Internacional sobre Ensino e Aprendizagem da OCDE (TALIS) é o maior inquérito internacional dirigido a professores e diretores escolares. Ao recolher informação comparável internacionalmente, garante que as suas vozes são representadas na formulação das políticas educativas. O TALIS baseia-se exclusivamente em autoavaliações, que refletem perceções e podem ser influenciadas pelo contexto social e cultural. Por isso, as comparações entre países devem ser efetuadas com prudência. 

A presente nota apresenta alguns dos principais resultados com base nas respostas recolhidas em 2024 de professores e diretores de escolas que ministram o 3.º ciclo. Apenas são comentadas as diferenças e alterações estatisticamente significativas.

TALIS 2024 – Country Note – Portugal (em língua portuguesa)

Relatório Nacional

TALIS 2024 – Country Note – Portugal (em língua inglesa)

TALIS 2024 – Infografia (em língua Portuguesa)

Principais Insights (língua inglesa)

Relatório Internacional (língua inglesa)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Como usar a IA generativa de forma eficaz na educação

A inteligência artificial generativa (GenAI) rapidamente se consolidou nos ambientes escolares. Como podemos garantir que a GenAI seja usada com propósito, para enriquecer o aprendizado e não para substituir o esforço cognitivo ou reduzir o julgamento profissional dos professores?

Embora estudar com uma ferramenta GenAI de uso geral melhore a qualidade das respostas dos alunos, essa vantagem desaparece durante as provas, quando o acesso à IA é removido: seus resultados se tornam comparativamente piores. Em contrapartida, ferramentas GenAI especializadas, criadas especificamente para o aprendizado, projetadas com uma clara intenção pedagógica e fundamentadas na ciência de como as pessoas adquirem conhecimento e habilidades, podem frequentemente levar a melhores resultados de aprendizagem.


terça-feira, 7 de outubro de 2025

Relatório TALIS 2024

A Pesquisa Internacional de Ensino e Aprendizagem - TALIS - é a maior pesquisa internacional do mundo sobre professores do ensino fundamental e líderes escolares. Conduzido pela OCDE, em 2024, foram inquiridos cerca de 280.000 professores em 17.000 escolas em 55 sistemas educacionais. 

O relatório destaca as experiências dos professores em sala de aula, informações sobre suas condições de trabalho e desenvolvimento profissional e examina temas como IA na educação e populações estudantis cada vez mais diversificadas. Ao capturar as vozes de professores e diretores, o TALIS ajuda os formuladores de políticas e líderes educacionais a elaborar estratégias informadas para melhorar a qualidade do ensino e os ambientes de aprendizagem.

O TALIS 2024, lançado hoje, 7 de outubro de 2025, é a quarta publicação da pesquisa desde seu lançamento em 2008.



A maior fonte de stress dos professores é o trabalho administrativo. Em nenhum país a taxa é tão alta. A avaliação de alunos também consome mais tempo aos portugueses do que aos colegas da OCDE


Os professores estão felizes? Dez gráficos sobre o que se passa em Portugal e na OCDE

A ler no Jornal Público

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Education at a Glance 2025

O relatório Education at a Glance é uma fonte confiável de informações sobre o estado da educação em todo o mundo. Ele oferece dados abrangentes sobre a estrutura, o financiamento e o desempenho dos sistemas educacionais nos países da OCDE e economias parceiras. O relatório apresenta insights importantes sobre a produção das instituições de ensino, o impacto da aprendizagem entre os países, o acesso e a participação na educação, o investimento financeiro na educação e a organização escolar.

A edição de 2025 do Education at a Glance concentra-se especialmente no ensino superior, examinando as taxas de sucesso, as variações nos resultados do mercado de trabalho por área de estudo, as taxas de conclusão e as habilidades de adultos com qualificações de nível superior. Um capítulo adicional apresenta os resultados da Pesquisa de Competências de Adultos de 2023 (PIAAC) e os vincula a outros indicadores relevantes.

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Um dos problemas que afeta Portugal mas também outros países da OCDE é a falta de professores. O relatório da OCDE chama a atenção para o envelhecimento da classe docente: "Em Portugal a percentagem de professores com 50 ou mais anos no ensino básico e secundário aumentou de forma significativa entre 2013 e 2023 e já excede os 50% em 2023".

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Estudo da OCDE sobre literacia entre a população adulta

Estudo da OCDE (PIAAC) sobre literacia entre a população adulta revela grandes fragilidades na população entre os 15 e os 65 anos. Mais de 40% apenas consegue resolver tarefas básicas de interpretação de informação escrita ou numérica.

Foi a primeira vez que Portugal participou no estudo da OCDE que avalia a literacia, numeracia e capacidade de resolução de problemas entre a população adulta (16-65 anos) e os resultados estão longe de ser positivos. Em qualquer uma das áreas avaliadas, a média alcançada ficou muito aquém da OCDE e, numa comparação com vários países europeus e os EUA, o país apresentou um dos piores resultados, mostram os dados agora revelados.

Tudo somado, concluiu-se que existe uma elevadíssima percentagem de portugueses que não vai além dos níveis mais baixos de proficiência, independentemente da área avaliada. Ou seja, não são capazes de executar com sucesso as tarefas mais complexas propostas.
A ler no Expresso

A OCDE defende a “necessidade urgente de os sistemas de educação e formação intensificarem os seus esforços”

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Espírito e sentido crítico dos alunos portugueses

Alunos portugueses são os que mais discordam da ideia de que só há uma opinião correcta durante uma discussão

Estudantes portugueses com 15 anos demonstram tolerância e sentido crítico nos últimos resultados do PISA: destacam-se entre aqueles que afirmam ouvir várias perspectivas antes de tomar uma posição.

Alunos portugueses são os que mais discordam da ideia de que só há uma opinião correta durante uma discussão
Os alunos portugueses com 15 anos estão entre os que mais têm em atenção várias perspectivas antes de tomar uma posição sobre qualquer assunto. E são mesmo aqueles que mais contestam a ideia de que existe apenas uma posição correcta numa situação de desacordo, revelam alguns dados do Programme for International Student Assessment (PISA), o grande estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o desempenho dos alunos de 15 anos em vários sistemas educativos.
A ler no Público

"Pensamento crítico ou tomada de perspectiva é outra estratégia de aprendizagem importante. Isso envolve considerar as perspectivas de outras pessoas antes de formar suas próprias opiniões e ver as questões de ângulos diferentes. Menos de 60% dos alunos empregam estratégias de pensamento crítico, em média. E os melhores desempenhos mostram um pensamento crítico mais flexível."


terça-feira, 10 de setembro de 2024

Education at a Glance 2024

Education at a Glance é o guia para o estado da educação em todo o mundo. 

A edição de 2024 concentra-se na equidade na educação, fornecendo indicadores sobre lacunas nos resultados educacionais e discutindo o efeito do desempenho educacional nos resultados do mercado de trabalho.


Esta nota do país fornece uma visão geral das principais características do sistema educativo em Portugal com base no Education at a Glance 2024. Em linha com o foco temático do Education at a Glance 2024, destaca questões de equidade na educação. Os dados nesta nota são fornecidos para o último ano disponível, conforme indicado em Education at a Glance 2024.

 Documento em pdf

Vídeo



É preciso aumentar salários, atribuir subsídios e tornar a profissão mais respeitada para que a carreira de professor seja mais atrativa, divulga a OCDE no seu relatório anual sobre Educação.

“A escassez de professores pode agravar as desigualdades”, acrescentam os investigadores, explicando que é nas escolas mais desfavorecidas que se sente mais o problema: “Isto é preocupante, pois os alunos que mais precisam de aprendizagem de alta qualidade parecem ser os que têm menos acesso a ela”.

Os investigadores da OCDE sublinham a necessidade de aumentar salários, atribuir subsídios e melhorar as condições de trabalho para tentar atrair e reter pessoal docente de qualidade.

Além de salários mais competitivos, “os países poderiam também oferecer mais oportunidades de desenvolvimento e mobilidade, reduzir a carga de trabalho administrativo e melhorar a imagem dos professores aos olhos do público”, defendem no relatório.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Lançamento do Relatório da OCDE 𝙀𝙙𝙪𝙘𝙖𝙩𝙞𝙤𝙣 𝙖𝙩 𝙖 𝙂𝙡𝙖𝙣𝙘𝙚 2024

É já amanhã pelas 10h30 que vai decorrer o evento de lançamento do Relatório da OCDE 𝙀𝙙𝙪𝙘𝙖𝙩𝙞𝙤𝙣 𝙖𝙩 𝙖 𝙂𝙡𝙖𝙣𝙘𝙚 2024.

O evento, com acesso livre, vai ser transmitido em direto via 𝘴𝘵𝘳𝘦𝘢𝘮𝘪𝘯𝘨 através do canal do Youtube da DGEstE em https://www.youtube.com/@DGEstEMinisteriodaEducacao/streams.

Não perca a oportunidade de aceder em 1.ª mão aos resultados do relatório considerado a fonte de referência sobre o estado da educação no mundo.

O relatório anual Education at a Glance da OCDE analisa quem participa da educação, o que é gasto com ela, como os sistemas educacionais operam e os resultados alcançados.

terça-feira, 18 de junho de 2024

Pensamento criativo dos alunos de 15 anos avaliado pela primeira vez no PISA

O PISA 2022 avalia o pensamento criativo definido como a competência para se envolver ativamente na produção, avaliação e melhoria de ideias, que podem resultar em soluções originais e eficazes, produzir novos conhecimentos e expressões impactantes de imaginação. Este conceito de pensamento criativo reflete o que alunos de 15 anos podem demonstrar e está associado a situações do contexto quotidiano, distinguindo-se de pensamento criativo numa área específica, como a artística.


Os alunos portugueses têm um desempenho em pensamento criativo de 34 pontos (numa escala de 0 a 60), significativamente acima dos 33 pontos da média dos países da OCDE.

Os países com melhores desempenhos são Singapura (41 pontos), Coreia do Sul (38), Canadá (38) e Austrália (37). Portugal encontra-se em 12.º lugar no ranking dos 64 países/economias participantes e, no conjunto dos 23 países da União Europeia participantes, é o sétimo país com desempenho mais elevado (Estónia e Finlândia têm 36 pontos; Dinamarca, Letónia e Bélgica têm 35 pontos; Polónia com 34,4).
 
83% dos alunos portugueses atingem o nível básico de pensamento criativo (78% na OCDE) e 29% têm um nível de proficiência elevado ("top performers") (27% na OCDE), demostrando capacidade de criar, avaliar e melhorar ideias originais e diversas para uma gama de tarefas diversas que se inserem em contextos mais complexos, abstratos ou desconhecidos.

As diferenças no desempenho dos alunos portugueses por sexo e por estatuto socioeconómico acompanham o padrão da média da OCDE. As raparigas têm melhor desempenho em pensamento criativo do que os rapazes (diferença de 2 pontos em Portugal e 3 na OCDE) e os alunos de contextos socioeconómicos favorecidos têm melhor desempenho do que os de contextos desfavorecidos (diferença de 9 pontos em Portugal e 9,5 na OCDE). Tal como o desempenho dos alunos nos domínios
principais avaliados no PISA 2022 – Matemática, Leitura e Ciências –, o estatuto socioeconómico dos alunos é um forte preditor do desempenho em pensamento criativo.

Entre os países com desempenho acima da média da OCDE, Portugal é o único país que não tem um desempenho significativamente acima da média da OCDE em nenhum dos restantes domínios avaliados no PISA 2022 – Matemática, Leitura e Ciências (resultados divulgados em dezembro de 2023). Ou seja, no PISA 2022, o único domínio avaliado de forma generalizada em que Portugal tem um desempenho acima da média dos países da OCDE é, precisamente, pensamento criativo — uma das áreas de competências transversais inscritas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória.



segunda-feira, 6 de maio de 2024

Como as políticas de liberdade de escolha estão relacionadas com a diversidade social nas escolas?

Em quase todos os sistemas educativos os alunos são distribuídos pelas escolas públicas tendo em conta o local de residência, tal como acontece em Portugal.

O PISA questionou os diretores de escola sobre os critérios de admissão dos alunos. Em 2015, em média, nos países OCDE, 42% dos alunos frequentavam escolas em que o diretor afirmava que “o local de residência do aluno era sempre tido em consideração a quando da matrícula”. Em Portugal, mais de 60% dos alunos estudavam em escolas com este critério. Os dados são do relatório “How are school-choice policies related to social diversity in schools?”, de 2019.

A razão principal para colocar os jovens a estudar numa escola perto de casa parece estar ligada à poupança nos custos com as deslocações. No entanto, nos últimos anos muitos países têm implementado reformas no sentido de aumentar as opções de escolha das famílias, deixando cair por terra o critério da proximidade da residência.


How are school-choice policies related to social diversity in schools?

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Portugal entre os países onde a idade de reforma será das mais altas no futuro

O programa Pensions at a Glance 2023 mostra que os países da OCDE combinaram ações para aumentar as idades legais de aposentação, reduzir a aposentação antecipada e oferecer incentivos para trabalhar mais tempo e atualizar formações e habilitações, a fim de promover a empregabilidade, a mobilidade profissional e a oferta de mão de obra dos trabalhadores mais velhos.

A idade média de reforma deverá aumentar para os 68 anos em Portugal para um homem que tenha iniciado a sua vida laboral aos 22 anos e em 2022, admite a OCDE no referido relatório. Esta projeção coloca Portugal entre os países onde a idade de reforma será das mais altas no futuro, concretamente a quinta mais elevada. Significa também um aumento de 2,4 anos quando comparado com a média atual no país.

De acordo com o estudo da OCDE, os trabalhadores portugueses verão a idade para aceder à reforma passar dos atuais 65,6 anos para os 68 anos, a quinta idade de reforma mais elevada.

Este relatório também dá nota que os homens portugueses têm uma esperança de vida de 17,5 anos quando terminam a sua vida de trabalho, menos nove meses do que a média da OCDE, e as mulheres lusas de 22,6 anos, menos dois meses.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

PISA 2022 - Alunos portugueses pioram a Matemática e a Leitura

Resultados do PISA 2022 - Portugal

  • Os resultados médios de 2022 caíram em comparação com 2018 em matemática e leitura, e quase o mesmo que em 2018 em ciências.

  • Em 2018, Portugal não cumpriu o padrão de taxa de resposta dos alunos: as taxas de resposta caíram entre 2015 e 2018, mas depois voltaram a níveis mais elevados em 2022. A análise de viés de não resposta apresentada para 2018 implica um pequeno viés de alta para os resultados de desempenho do PISA 2018 em Portugal. No entanto, os resultados do PISA 2022 foram inferiores aos das avaliações anteriores nos três sujeitos.

  • No período mais recente (2018 a 2022), a diferença entre os alunos com maior pontuação (10% com as notas mais altas) e os alunos mais fracos (10% com as notas mais baixas) diminuiu em matemática, enquanto não se alterou significativamente em leitura e ciências. Em matemática, o desempenho de quase todos os alunos diminuiu, mas os de alto desempenho diminuíram mais do que os de baixo desempenho.

  • Em comparação com 2012, a proporção de alunos com notas abaixo de um nível básico de proficiência (Nível 2) aumentou quatro pontos percentuais em matemática; não se alterou significativamente na leitura; e não mudou significativamente na ciência.

  • Os alunos em Portugal obtiveram resultados próximos da média da OCDE em matemática, leitura e ciências.

  • Uma proporção menor de estudantes em Portugal, do que na média dos países da OCDE, teve os melhores desempenhos (nível 5 ou 6) em pelo menos uma disciplina. Ao mesmo tempo, uma proporção semelhante de estudantes em média nos países da OCDE atingiu um nível mínimo de proficiência (nível 2 ou superior) nas três disciplinas.

Resultados do PISA 2022