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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Responsabilidade Parental e Penalização do Mau Comportamento e Infrequência Escolar nos Apoios Sociais - Petição Pública

Responsabilidade Parental e Penalização do Mau Comportamento e Infrequência Escolar nos Apoios Sociais

Para: professores, docentes, administração escolar

Exmo(a). Senhor(a) Presidente da Assembleia da República,
Exmo(a). Senhor(a) Ministro(a) da Educação,

Os signatários desta petição — professores, educadores, pais, encarregados de educação e cidadãos abaixo-assinados — vêm por este meio manifestar a sua profunda preocupação com o rumo da indisciplina, do desrespeito e da falta de assiduidade no ecossistema escolar português, exigindo medidas legislativas e de fiscalização urgentes.

Assentamos esta iniciativa nos seguintes princípios fundamentais:

1. O Papel da Família vs. O Papel da Escola: A educação estrutural, ética e moral de cada aluno deve vir de casa, sendo uma responsabilidade primária e intransmissível dos seus encarregados de educação. O professor, dentro da sala de aula, tem unicamente o papel de instruir, transmitir conhecimento e incitar o raciocínio e o pensamento crítico. Cabe exclusivamente aos pais educar os seus filhos para que se apresentem na escola com o material necessário, de forma pontual e com uma conduta cívica de respeito para com os docentes, funcionários e pares.

2. Corresponsabilidade do Aluno: Os alunos devem cumprir o seu papel de aceitar de livre vontade estar dentro da sala de aula, acompanhando o processo de aprendizagem de forma responsável, madura e construtiva. A escola pública não pode ser refém de condutas disruptivas que anulem o direito ao ensino dos restantes estudantes.

3. Consequências e Penalizações Financeiras (ASE): Consideramos inadmissível que o esforço financeiro dos contribuintes continue a subsidiar, de forma cega, agregados familiares cujos educandos demonstrem um total desrespeito pelas regras básicas da instituição escolar.

Pelo exposto, solicitamos que a Assembleia da República e o Governo de Portugal legislem e implementem as seguintes medidas:

* Fiscalização Mensal dos Apoios Sociais: A atribuição e manutenção das ajudas económicas da Ação Social Escolar (ASE) e dos escalões de apoio devem ser fiscalizadas mensalmente. Caso o aluno não cumpra os critérios de assiduidade ou registe faltas disciplinares graves por mau comportamento, o apoio financeiro deve ser imediatamente suspenso ou revogado.

* Penalização nos Manuais Escolares Gratuitos: Os alunos que não mantenham o bom funcionamento dentro da sala de aula ou faltem injustificadamente devem ser penalizados com a perda do direito à atribuição de manuais escolares gratuitos por parte do Ministério da Educação.

A escola pública deve ser um espaço de conhecimento e cidadania, e os direitos sociais devem, obrigatoriamente, caminhar lado a lado com os deveres cívicos e familiares.

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Relatório anual "Portugal, Balanço Social"

O relatório anual "Portugal, Balanço Social" (Nova SBE) visa traçar um retrato socioeconómico das famílias portuguesas e facultar uma base de discussão transversal sobre as situações de pobreza e exclusão social no país. O documento descreve estas situações em relação ao rendimento, mas aborda também as diferenças de situação laboral, acesso à educação e saúde, condições de habitação e participação social e política.

É ainda mencionada a persistência da pobreza, as diferenças regionais, a desigualdade na distribuição do rendimento, o impacto das políticas públicas na mitigação da pobreza e as perceções e atitudes da população perante o Estado Social.

Comparando com os países da UE, Portugal destacase pela população adulta pouco qualificada, embora se observe uma melhoria significava desde 2008 (Tabela 11). Não obstante, a população pobre continua a ter níveis de escolaridade mais baixos - em 2022, apenas 11% dos pobres tinha concluído o ensino superior, o que representa uma significativa melhoria face a 2008, mas uma ligeira descida face a 2021. Entre a população não pobre, 34% dos adultos terminou o ensino superior



domingo, 16 de julho de 2023

Da Desigualdade Social à Desigualdade Escolar nos Municípios de Portugal

Este estudo (EDULOG) foi desenvolvido no âmbito do projeto de investigação Da desigualdade social à desigualdade escolar nos municípios de Portugal, da Nova School of Business and Economics.

Neste estudo, caracterizamos e analisamos até que ponto o desempenho escolar dos alunos está condicionado ao contexto socioeconómico das suas famílias para o caso de Portugal com uma desagregação geográfica até ao nível do município. Utilizamos dados de 2007 a 2018 sobre as características socioeconómicas das famílias dos alunos, tais como a habilitação escolar, nível de rendimento e emprego dos pais para construir um índice de estatuto socioeconómico. Esse índice permite analisar a forma como as condições socioeconómicas dos alunos se relacionam com os seus percursos escolares e com as classificações obtidas em exames nacionais de Matemática e Português no 4.º, 6.º e 9.º anos de escolaridade. Os resultados mostram que alunos com condições socioeconómicas semelhantes têm resultados escolares muito diferentes consoante o município em que residam. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Sustentabilidade Demográfica e Políticas de Família

As transformações demográficas são uma megatendência – cada vez mais presentes nos meios de comunicação e nos objetivos estratégicos dos programas de governo a nível mundial.

Em Portugal, vive-se um momento-chave para o debate público em torno desta problemática:
  •  Está aberto, até 8 de setembro, o período de discussão pública do ‘Programa Demografia, Qualificações e Inclusão’, inserido no quadro do novo Acordo de Parceria PT 2030. Saiba mais em: https://bit.ly/3c67aBX
  •  Novas medidas governativas que produzirão mudanças nas políticas de família: no abono de família ou nos equipamentos de cuidados formais à primeira infância (creche).
Enquadrado no projeto Sustentabilidade(s), este documento é a primeira de um conjunto de Notas de Análise centradas nas questões demográficas. Esta nota visa compreender o contributo e as potencialidades das políticas públicas para superar o desafio da sustentabilidade demográfica, em particular das questões da parentalidade e das políticas de família.


A presente nota pretende apoiar a reflexão e o debate sobre o desafio da sustentabilidade demográfica e o contributo das políticas públicas para o superar. Reconhecendo a complexidade e a multidimensionalidade da problemática, a análise centra-se, aqui, na parentalidade e nas políticas de família, sem prejuízo de outras dimensões fundamentais a aprofundar em momentos posteriores. Procura-se compreender até que ponto algumas das principais políticas de família em Portugal podem proteger e incentivar a natalidade, sobretudo considerando os fatores que influenciam as decisões de parentalidade e as condições em que esta é efetivamente exercida.