Paulo Guinote analisa a degradação sistemática da Escola Pública em Portugal ao longo das últimas duas décadas, identificando quatro fases políticas distintas entre 2005 e 2026. O texto descreve um percurso que começou com a domesticação e controlo burocrático dos docentes, evoluindo para a desestruturação administrativa durante a crise financeira e a posterior instrumentalização ideológica dos currículos.
Segundo Paulo Guinote, estas políticas promoveram a desvalorização da carreira docente, a ocultação do insucesso escolar e um fosso crescente entre o ensino público e o privado.
O ensaio, também publicado na revista Visão desta semana, culmina num alerta sobre a atual descredibilização do sistema estatal, sugerindo que a inépcia governativa e a dependência de interesses privados podem estar a preparar o caminho para a privatização progressiva da educação. Em suma, a obra critica um consenso político duradouro que, sob diferentes retóricas, terá sacrificado a qualidade do ensino em favor de estatísticas e da conveniência económica.

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